Através dos teus olhos de criança
vem-me ávida a vida novamente.
E no teu sorriso resplandecente
encontro a pureza da primeira lembrança.
A dança das folhinhas que o vento balança
nunca fora verde, nunca antes fora.
O amarguinho da maçã, o doce da cenoura
nunca este gosto, nunca antes gosto.
O pingo da chuva geladinha caindo no rosto
nunca água fresca, nunca antes fresca.
Nova vida pelos olhos de minha filha.
Nova vida pela vida de mim saída.
Filha minha, minha vida, nova vida!
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